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Comprar ou Arrendar um imóvel

Comprar ou Arrendar um Imóvel

Fatores que influenciam a decisão para comprar ou arrendar uma casa

22/02/2023

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Em Portugal, existe um sentimento de "propriedade" muito vincado.

Num passado, não muito longínquo, ter um “pedaço de terra” era um desejo de qualquer pessoa. Ter um estatuto de proprietário era reconfortante socialmente e uma segurança para a família.


Tradicionalmente, verifica-se assim uma maior tendência para os Portugueses preferirem comprar casa.


Com a migração do campo para as grandes cidades, depois da década de 50, quem chegava, não tinha qualquer hipótese de comprar casa, no entanto, conseguia arrendar uma pequena casa, normalmente com poucas condições, ou ainda, arrendar um quarto, em casas grandes, onde se convivia no mesmo espaço com os proprietários/senhorios.

Assim foi até aos anos 70/80, época em que surge o boom da construção nas periferias das grandes cidades, devido à pressão do crescimento de uma classe média, que começava a ter algum poder de compra.

Os Bancos vieram ajudar, através da concessão de empréstimos, tornando o acesso mais fácil à habitação própria, tão desejada pelas famílias.


Desde então, comprar casa com hipoteca, tornou-se banal.

O mercado residencial cresceu, valorizou e tornou-se num excelente investimento, levando os proprietários a vender as suas habitações, para com a respetiva mais-valia, comprarem uma casa melhor.

Entrámos no novo milénio, com o mercado imobiliário em alta: comprava-se habitação para viver, para férias, para fazer obras e colocar novamente à venda (pequenos investidores), tudo corria “sobre rodas” até à crise financeira, que surgiu em 2010 e se prolongou até 2013/14.

Nessa altura, os Bancos “fecharam” o acesso ao crédito, o mercado imobiliário desvalorizou, muitos proprietários tiveram de vender os seus imóveis, para salvarem empresas, ou porque a sua situação profissional se alterou.

Com índices de desemprego bastante elevados, o cenário do parque habitacional alterou completamente e os pequenos investidores, aproveitaram para comprar imóveis mais baratos e depois colocarem no mercado de arrendamento.


Em alturas de crise, a procura pelo arrendamento aumenta
.

Então, um dos fatores que influencia a decisão de arrendar, é a disponibilidade financeira, pois no arrendamento, não tem de se dispor de tanto capital próprio, como na compra.

A gravidade desta crise, com a intervenção da “troika”, colocou Portugal no mapa Mundo.

Com as medidas de incentivo, adotadas pelo Governo, para ir buscar investimento no exterior, (Vistos Gold e Residentes Não habituais), e grandes eventos a acontecer, (ex: Web Summit), o interesse do investimento estrangeiro aumentou.

Aos poucos a crise dissipava-se, dando lugar a uma nova valorização do parque habitacional e não habitacional, em simultâneo com um boom no turismo, de norte a sul do País.

A taxa de desemprego desceu, muito devido à criação de novos empregos e à saída de muitos portugueses, para trabalhar no estrangeiro.

Os estrangeiros que não precisavam do visto Gold, optavam pelo arrendamento, até perceber se havia um interesse efetivo em ficar a viver em Portugal.

Por isso, outro fator que pode influenciar a decisão de arrendar é o espaço temporal de permanência num local. É sempre um processo mais fácil e menos dispendioso do que a compra de um imóvel.

Com a “globalização”, o fluxo migratório aumentou, principalmente numa camada mais jovem, que não está muito tempo num local e muda com facilidade de casa.

Ora, a mobilidade é também um fator de decisão para arrendar uma casa, a rapidez de trocar um local por outro, sem grandes encargos torna o arrendamento mais atrativo do que a compra.

Efetivamente, a nova geração tende a ser mais prática e sem grande apego aos bens materiais, preferem gastar o seu dinheiro a conhecer Mundo, investir em formação, valorização pessoal e profissional, o seu Life style é baseado em “experiências”.

No entanto, existe uma altura no ciclo de vida das pessoas que traz novamente um sentimento tradicional de ver o “lar”: o sentido de propriedade, de segurança, de família, desperta a necessidade na compra da casa.

As vantagens que estão associadas à compra de uma casa são essencialmente a construção de património, o que implica investimento em propriedade própria, sempre com perspetiva de valorização, e a liberdade de se poder fazer benfeitorias de acordo com as necessidades dos proprietários, ou seja, investir, valorizando um património que é seu.

A título de conclusão, a decisão de comprar ou arrendar, depende basicamente

  • da disponibilidade financeira;
  • da necessidade temporal de habitação, num determinado local;
  • do estilo de vida e mindset, fruto de determinados ciclos de vida;
  • do sentido de propriedade, culturalmente herdado, associado à construção e valorização de património.

 

Isabel Santos

Isabel Santos - Broker MAXGROUP

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